Portal, Talentos Inexplorados e Invidualidade


Você conhece ou já ouviu falar do jogo Portal? Nele é possível viajar através de portais interespaciais, utlizando um aparelho chamado Portal Gun, ou ASHPD (Aperture Science Handheld Portal Device). Esse dispositivo tem a capacidade de criar dois portais, um de entrada e outro de saída, através dos quais é possível acessar qualquer lugar do ambiente – desde que esteja na área de alcance do aparelho – especialmente àqueles que seriam inacessíveis sem o seu uso.

O que você faria se tivesse um aparelho desses? Provavelmente o utilizaria sempre que possível, certo? Bom, talvez não… Jogando Portal, com a opção de *comentários do desenvolvedor ativada, descobri que existe uma parte do jogo em que, assim como eu, muitas pessoas deixaram de usar o dispositivo para simplesmente saírem correndo feito loucas até o outro lado da sala. A correria se deve ao fato de existir um tempo cronometrado para que o puzzle da fase seja solucionado.

Acontece que esse tempo não é suficiente – os desenvolvedores trataram de diminuí-lo quando perceberam que vários jogadores não utilizavam o aparelho para passar de fase – e somente quando constatamos essa impossibilidade é que nos lembramos da arma. Por quê isso acontece? Em um jogo que se chama Portal, cujo objetivo é resolver problemas criando portais, em que você detém uma arma feita especialmente para isso… Não é óbvio o bastante? Por quê nos deixamos levar pelo impulso de sair correndo quando poderíamos simplesmente nos teletransportar de um lugar para outro?

Acredito que isso aconteça porque já estamos acostumados a correr contra o tempo em nosso dia a dia, e o recurso do teletransporte só nos foi apresentado há apenas alguns minutos, não estamos familiarizados com essa vantagem ainda. Além do mais, não parece ser tão óbvio que devemos utilizar o dispositivo quando não descobrimos como e nem onde criar os portais, somente após essa descoberta é que a nossa ação com o novo recurso se torna eficaz. Algo parecido acontece em nossas vidas: às vezes, a melhor coisa que temos a fazer é parar de correr, respirar fundo e procurar por uma nova solução para os nossos problemas.

Será que estamos deixando de utilizar alguma arma poderosa em nosso cotidiano? Quais são os seus dons? Quantos talentos você possui e sequer reconhece que eles existem? Você tem se esforçado para desenvolver alguma habilidade? Ou está esperando pelos momentos difíceis em que eles (dons, talentos, habilidades) lhe implorarão para para serem notados? Não importa quantos e quais talentos você tenha, se você não souber como utilizá-los e exercitá-los o suficiente, será como se eles não existissem.

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* Neste jogo podemos habilitar o modo de exibição dos comentários do desenvolvedor – que aparecem na tela enquanto você joga – mostrando informações, detalhes e curiosidades sobre o seu desenvolvimento. É bem interessante, mas se você nunca jogou Portal não aconselho a habilitar essa opção, pois pode atrapalhar a sua imersão no jogo.

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Conhecer a visão do desenvolvedor e do jogador ao mesmo tempo é bastante enriquecedor. Assisti também a alguns vídeos de gameplay, e por mais que o jogo seja formatado para que ações específicas gerem reações específicas, as movimentações dos jogadores não são idênticas entre si. Cada jogador possui suas peculiariedades, seu estilo próprio de jogo, sua visão individual. Alguns são fantásticos durante a maior parte do tempo, mas em alguns momentos demonstram a sua total falta de domínio. Outros são medíocres, mas também mostram que têm lampejos de ideias sensacionalmente geniais. E digo mais, as vezes correr loucamente é a melhor alternativa.

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Gameplay do jogo Portal, com reações dos jogadores, feito pelo canal React, do YouTube.

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E no final, todos conseguem terminar o jogo. E eu acho isso incrível! Não importa o seu grau de conhecimento, quando você se compromete a atingir um objetivo, você consegue chegar lá. Ou não. E você pode escolher entre continuar tentando ou simplesmente mudar de jogo. O que interessa é o aprendizado que você conseguiu extrair enquanto se dedicou. Eu costumava achar uma hipocrisia quando diziam que o que importante não era atingir os objetivos, mas sim os aprendizados que você tirava enquanto os perseguia. Até que eu entendi que estar no topo não é o que te faz grande, mas sim o caminho que você percorreu para chegar até lá.

As vezes gostaríamos de ser teletransportados diretamente do pé ao topo da montanha – ahh se eu tivesse uma Portal Gun! – e nos esquecemos que é entre esses dois extremos que desenvolvemos nossos talentos inexplorados e descobrimos que somos capazes de muito mais do que imaginávamos, descobrimos do que somos feitos, descobrimos quem realmente somos… Cada um seguindo o seu próprio caminho, que é único e, por isso mesmo, extremamente belo.

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Myley Cyrus – The Climb



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Referências Bibliográficas:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Portal_(jogo_eletrônico)
https://www.gameblast.com.br/2013/06/a-portal-gun-e-prova-que-ciencia-e.html

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